25 agosto 2014

Deputado do PSD aparece em material de campanha vinculado a Geddel e Souto

O deputado estadual Rogério Andrade (PSD), um dos parlamentares de confiança de Otto Alencar, presidente estadual da legenda e candidato ao Senado, aparece vinculado aos oposicionistaGeddel Vieira Lima (PMDB), Paulo Souto (DEM) e Aécio Neves (PSDB), em diversos materiais de campanha espalhados pelo município de Muritiba, localizado a 43 km da capital.

Bocão News teve acesso, com exclusividade, às imagens espalhadas por Muritiba. A reportagem entrou em contato com o deputado governista que jogou no colo do ex-prefeito de Muritiba, Epifânio Marques Sampaio (PSD), a autoria do material de campanha, que pode causar um mal estar em toda a base governista.






“Essa foi uma situação que aconteceu em Muritiba. Colocaram sem combinar comigo e está lá. Não tive culpa. O ex-prefeito Epifânio vota comigo há três eleições e também sempre apoia a oposição. Ele que fez estes materiais de campanha. Com o apoio dele, por duas vezes consecutivas fui o deputado mais votado do município. Sou um homem de partido e continuo comprometido com meu partido na chapa majoritária, com Rui e Otto. Alguns casos não dependem de mim, como em Muritiba”, justificou Rogério Andrade.





O candidato Otto Alencar, em entrevista ao Bocão News, declarou que espera que tudo isso não passe de um mal entendido e reafirmou a confiança em Rogério Andrade.


“Ele é uma pessoa da minha absoluta confiança. Confio muito nele e acho muito difícil ter acontecido. Não é do perfil dele. Deve ser intriga da oposição”, afirmou Otto Alencar.

Apesar da confiança declarada, o presidente estadual do PSD se mostrou preparado para todas as situações, inclusive, para uma possível traição.

“Repito que ele é uma pessoa da minha confiança. Mas se Cristo tinha 12 pessoas com ele e um deles o traiu, pode acontecer com todo mundo. Nunca se sabe. Às vezes, sentamos na mesa com um grupo de irmãos e tem um que vai pelo caminho errado”, ponderou Otto Alencar.

O advogado Ademir Ismerim, especialista em Direito Eleitoral, explicou que só se configura uma irregularidade eleitoral quando esse tipo de associação é feita na rádio ou na televisão. "A legislação não fala de casos como esse. Sendo assim, não pode ser considerada uma infração eleitoral. Essa situação é questionável apenas do ponto de vista político. O que a legislação prevê só se aplica a TV e rádio", afirmou.

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