12 janeiro 2021

Após anúncio de fechamento de fábrica, Governo da Bahia já busca alternativas para substituir a Ford

 

O Governo do Estado lamenta o encerramento da produção nas plantas da Ford em Camaçari (BA), Taubaté (SP) e da Troller, em Horizonte (CE). O governo destaca os impactos socioeconômicos consequentes do fechamento da empresa, importante geradora de empregos e renda no estado.

Assim que foi informado, o governador Rui Costa entrou em contato com a Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb) para discutir a formação de grupo de trabalho para avaliar possibilidades alternativas ao fechamento. O governo estadual também entrou em contato com a Embaixada Chinesa para sondar possíveis investidores com interesse em assumir o negócio na Bahia.

A decisão da Ford foi informada ao governador Rui Costa durante reunião virtual com representantes da empresa nesta segunda-feira (11). Em nota distribuída à imprensa, a Ford afirma que “a persistente capacidade ociosa da indústria e a redução das vendas, resultando em anos de perdas significativas”, são motivadores da decisão.

Carlos Villagrán, o Quico de ‘Chaves’, lança pré-candidatura a governador no México

 

O comediante Carlos Villagrán, conhecido como intérprete de Quico em “Chaves”, lançou neste domingo (10) sua pré-candidatura à prefeitura e ao governo de Querétaro, no México, de acordo com a revista “Forbes México”.

“Depois de 50 anos fazendo as pessoas rirem, me encontro em outra plataforma, o que é uma grande honra para mim”, afirmou o ator de 76 anos em entrevista coletiva.

Villagrán faz parte do partido Querétaro Independiente, criado em 2017.

O processo de escolha de candidatos às próximas eleições se encerra no dia 8 de fevereiro.

O comediante anunciou a aposentadoria do personagem que o tornou famoso em 2018, depois de quase 50 anos interpretando o garoto.

Fonte: G1

11 dezembro 2020

Robinho é condenado por estupro coletivo em segunda instância na Itália

 

A corte de apelação da Justiça italiana confirmou condenação em segunda instância de Robinho e de seu amigo Ricardo Falco a nove anos de prisão por estupro coletivo de uma jovem albanesa na madrugada de 22 a 23 de janeiro de 2013, numa boate de Milão chamada Sio Café. A defesa do jogador saiu cabisbaixa da audiência e afirmou que entrará com pedido de recurso na Corte de Cassação, terceira instância. “[Foi] Uma investigação bem feita, de modo sério, com uma sentença de primeiro grau correta. Profissionalmente, estou muito satisfeito, principalmente pela vítima”, disse Cuno Tarfusser, procurador do Ministério Público que atuou no caso em segunda instância.

O brasileiro foi representado pelos advogados italianos Alexander Guttieres e Franco Moretti – foi este último quem se pronunciou na audiência. Também esteve presente a advogada brasileira Marisa Alijia. Alijia proibiu que os advogados italianos falassem com a imprensa brasileira. A defesa de Robinho apresentou um recurso de 65 páginas, 19 anexos e 4 consultorias técnicas diversas. A defesa tentou desmontar a sentença que condenou Robinho a 9 anos de prisão por estupro coletivo. Moretti disse que não existem provas de que a vítima estava em condição de inferioridade psíquica e física. Para a defesa de Robinho, é impossível provar que, entre 30 e 50 minutos, seis pessoas cometeram um ato sexual sem o consentimento da garota.

Eles apelaram também para o fato de que algumas traduções teriam sido feitas em modo errôneo, justificando que, segundo a transcrição das interceptações, não é possível provar que Robinho tenha tido relação sexual completa com vítima, mas “somente” oral.

Fonte: UOL

Governo de Minas e Vale avançam em negociação sobre Brumadinho

 


O governo de Minas Gerais e a mineradora Vale avaliaram hoje (10) que houve avanços importantes nas negociações sobre o processo de reparação dos danos causados na tragédia de Brumadinho (MG).

A terceira audiência judicial para discutir o principal acordo envolvendo o desastre foi realizada ontem (9) no Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Embora perdurem pontos de divergência, algumas questões foram pacificadas entre as partes.

Ocorrida em janeiro de 2019, a tragédia se deu a partir do rompimento de uma barragem da Mina Córrego do Feijão, de responsabilidade da Vale. Cerca de 12 milhões de metros cúbicos de rejeitos vazaram da estrutura, gerando morte, destruição e danos a comunidades e ao meio ambiente de Brumadinho e de outras cidades da calha do Rio Paraopeba. Desde então, foram resgatados 259 corpos de vítimas da tragédia e ainda há 11 desaparecidos.

Segundo o secretário-geral de estado do governo de Minas Gerais, Mateus Simões, já há um consenso sobre a governança do processo reparatório. Ficou decidido que o acordo vai detalhar três tipos de projetos. Aqueles de recomposição do meio ambiente poderão ser conduzidos pela Vale sob fiscalização e controle de órgãos públicos. As obras de infraestrutura do estado e dos municípios atingidos deverão ser geridos pelo Poder Executivo, cabendo à mineradora arcar apenas com os custos.

Por fim, os projetos para reparar as comunidades atingidas deverão ser elaborados por meio da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, que ficará responsável por realizar audiências públicas nas cidades afetadas.

“Foi proposta a criação de fundos públicos, por leis que estabelecerão a forma de gestão e de fiscalização do recurso. Tudo o que diz respeito aos atingidos vai ser remetido à Assembleia Legislativa, e lá será garantida a participação democrática e o controle social do uso desses fundos”, afirmou Mateus Simões.

Acordo

A primeira audiência em busca de acordo ocorreu no dia 22 de outubro e a segunda no dia 17 de novembro. Além do governo de Minas Gerais e da Vale, participam das tratativas o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), o Ministério Público Federal (MPF), as Defensorias Públicas do estado e da União e a Advocacia-Geral da União (AGU). O TJMG chegou a autorizar que os atingidos escolhessem cinco representantes para acessar à sala de audiência, mas eles recusaram já que não teriam nem direito à fala e nem acesso aos documentos que orientam as discussões. Eles reclamam que não estão sendo ouvidos no processo e criticam a falta de transparência nas negociações.

Sem dar muitos detalhes sobre os assuntos tratados, a Vale divulgou nota onde disse estar empenhada em construir um acordo global. “Houve avanços sobre pontos relevantes de um possível acordo”, registrou a mineradora.

O MPMG também divulgou um comunicado falando em avanços na governança do processo reparatório. “Foram definidos principalmente pontos relacionados a instrumentos de fiscalização efetivos para que as ações e projetos de reparação sejam cumpridos e que haja a participação dos atingidos na definição de tais iniciativas”, diz o texto. Segundo o órgão, caberá à Assembleia garantir que os atingidos participem de forma direta da decisão sobre a destinação dos recursos dos fundos públicos.

Um resultado concreto da audiência de ontem foi a prorrogação por mais um mês do pagamento aos atingidos do auxílio emergencial. Ele está agora assegurado até o fim de janeiro. Tais repasses, que não se confundem com as indenizações individuais, foram estabelecidos inicialmente por um ano em um acordo firmado poucas semanas após a tragédia de Brumadinho. Desde então, ele já foi prorrogado quatro vezes. Conforme dados da mineradora, cerca de 106 mil pessoas vêm recebendo esse auxílio mensal.

Ponto chave

A governança do processo reparatório era, desde o início, um ponto chave das negociações. O governo de Minas Gerais, o MPMG e o MPF manifestaram discordância em ter como referência a experiência da Fundação Renova. Trata-se da entidade que atua na reparação dos danos da tragédia no município mineiro de Mariana, ocorrida em 5 de novembro de 2015 após o rompimento de uma barragem da Samarco deixar 19 mortos e causar impactos sociais, econômicos e ambientais em diversos municípios da Bacia do Rio Doce, até a foz no Espírito Santo.

A Fundação Renova foi criada conforme acordo firmado em março de 2016. Participaram das negociações a Samarco, suas acionistas Vale e BHP Billiton, o governo federal e os governos de Minas Gerais e do Espírito Santo. Na época, o MPMG e o MPF foram contra os termos negociados. Eles avaliam que a estrutura da Fundação Renova permite que suas decisões sejam, em última instância, controladas pelas mineradoras.

As discussões continuam e uma nova audiência já foi agendada para 17 de dezembro. Dois assuntos estarão entre as pendências a serem tratados nessa nova data. Um deles envolve os prazos para realização dos projetos.

O outro tema que estará na pauta é o volume de recursos que a Vale deverá destinar à reparação. Um estudo da Fundação João Pinheiro, instituição de pesquisa e ensino vinculada ao estado de Minas Gerais, estimou as perdas econômicas em R$26 bilhões. Calculando mais R$ 28 bilhões para cobrir danos morais sociais e coletivos, o governo mineiro e as instituições de Justiça pleiteiam um total de R$54 bilhões. Na audiência do dia 17 de novembro, segundo Mateus Simões, a Vale propôs um valor de R$ 21 bilhões.

Manifestação

Enquanto ocorria a audiência, centenas de atingidos se manifestavam do lado de fora do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. A principal crítica diz respeito à falta de transparência. Como as negociações se dão sob o princípio da confidencialidade, apenas os participantes das tratativas têm conhecimento dos detalhes. Não é de conhecimento público os projetos que estão sendo pactuados para a reparação.

“Exigimos que a participação dos atingidos seja garantida em todas as fases do referido acordo, incluindo-se na elaboração, para que sua eventual celebração não represente retrocesso aos direitos já consagrados e garantidos”, postou nas redes sociais o Movimento dos Atingidos por Barragem (MAB). Para a entidade, sem assegurar a participação na construção dos pontos do acordo, os termos estabelecidos acabarão criando uma participação de fachada, onde os atingidos somente vão ter direito a opinar depois que tudo já estiver decidido.

As três organizações que foram escolhidas pelos próprios atingidos da tragédia de Brumadinho para assessorá-los – a Associação Estadual de Defesa Ambiental e Social (Aedas), o Núcleo de Assessoria às Comunidades Atingidas por Barragens (Nacab) e o Instituto Guaicuy – vêm defendendo que todos os termos do acordo sejam tornados públicos. Também cobram a criação de espaços abertos para discuti-lo.

Dólar fecha em forte queda e chega a R$ 5,03, menor valor desde 10 junho

 

O dólar fechou em forte em queda nesta quinta-feira (10), após o Comitê de Política Monetária (Copom) confirmar as expectativas e decidir manter a taxa básica de juros em 2% ano, com os agentes do mercado reagindo também à sinalização do Banco Central sobre a trajetória da taxa Selic.

A moeda norte-americana recuou 2,63%, cotada a R$ 5,0376. É o menor patamar de fechamento desde 10 de junho (R$ 4,9334).

Na quarta-feira, o dólar subiu 0,92%, a R$ 5,1737. Na parcial do mês, acumula queda de 5,78%. No ano, contudo, ainda tem alta de 25,63%.

Fonte: G1


Covid-19: Casos ativos sobem novamente e superam 12 mil; taxa de ocupação é de 78%

 

 

Os casos ativos da Covid-19 na Bahia cresceram pelo segundo dia seguido e chegaram a 12.010 pessoas contaminadas nesta quinta-feira (10), conforme boletim epidemiológico publicado pela Secretaria Estadual da Saúde (Sesab). A taxa de ocupação das UTIs reservadas para o tratamento de adultos com a doença também cresceu, de 77% para 78%.

Os 10 municípios baianos com mais casos ativos de Covid-19 são Salvador (1.889), Vitória da Conquista (425), Feira de Santana (278), Itabuna (209), Ilhéus (203), Guanambi (197), Irecê (169), Seabra (155), Lauro de Freitas (125) e Jequié (116).

Entre as regiões com maior taxa de ocupação dos leitos de terapia intensiva, se encontram o sudoeste (93%), com unidades concentradas em Vitória da Conquista; e o centro-leste (88%), onde localiza-se Feira de Santana. As regiões norte (80%), sul (79%) e extremo-sul (78%) também registram percentuais de vagas ocupadas preocupantes e puxam para cima a média do estado.

Com 4.876 novos casos e 29 mortes registradas nas últimas 24 horas, o estado alcançou 436.662 casos confirmados e 8.531 óbitos acumulados desde o início da pandemia do novo coronavírus.

Prefeitura do Rio veta piscinas, mas mantém uso das praias

 


A prefeitura do Rio anunciou, nesta quinta-feira (10), novas medidas de restrições à aglomerações, com objetivo de combater a covid-19. Entre essas, está a proibição de piscinas em condomínios, sem nada falar sobre o uso das praias, onde tem ocorrido as maiores concentrações de pessoas, principalmente nos fins de semana ensolarados.

As medidas foram anunciadas em nota, divulgada no início da noite, relatando decisões tomadas em reunião conjunta, entre o prefeito Marcello Crivela, o governador Cláudio Castro, e respectivos secretários de Saúde, na quarta-feira (9), no Palácio Guanabara.

O objetivo foi preservar a economia do estado e do município. Ficou acertado que haverá escalonamento dos horários de funcionamento da indústria (a partir das 7h); dos serviços (a partir das 9h); e do comércio (a partir das 11h), para evitar aglomeração nos transportes públicos.

Também foi definida a proibição de estacionamento na orla nos fins de semana e feriados; o cancelamento das áreas de lazer nas orlas de Copacabana, Ipanema e Leblon e no Aterro do Flamengo aos domingos e feriados, com as pistas mantidas abertas ao trânsito de veículos.

Da mesma forma, foi proibido o uso de áreas comuns de lazer em condomínios, onde não são usadas máscaras, como saunas e piscinas. Já os shoppings e centros comerciais poderão ficar abertos 24 horas, para evitar aglomerações nos meios de transporte.

“O conjunto de anúncios visa a proteger a população de situações de risco de contaminação pela covid-19, mas sem interferir na cadeia produtiva e sem causar danos à economia. Tanto o prefeito quanto o governador voltaram a demonstrar preocupação com aglomerações e pediram que a população evite se expor a riscos desnecessários, use máscara e mantenha higiene cuidadosa das mãos”, destacou a nota.

Segundo a prefeitura, os ambulantes legais que atuam na orla receberão cestas básicas enquanto durarem as novas medidas.

26 outubro 2020

Em live, Safadão faz apelo aos governantes e alfineta: “não pode fazer show, mas pode fazer comício”

 

No último dia 9, Wesley Safadão ganhou o apoio de muitos artistas ao divulgar em seu perfil oficial do Instagram, um vídeo pedindo a volta dos shows. Neste sábado (25), o cantor decidiu reforçar o seu apelo aos governantes brasileiros durante a live do “Garota Vip” e aproveitou também para criticar aglomerações que estão acontecendo em eventos políticos.

“O meu apelo aos governadores e aos prefeitos de todas as cidades, olhem um pouco para o entretenimento. Não pode fazer show, mas pode fazer comício. Não pode fazer show, mas praia tá lotada. Não pode fazer show, mas voo comercial tá lotado. Olhem para o entretenimento, pelo amor de Deus.. A gente precisa voltar a trabalhar. A gente precisa sentir essa energia novamente”, disparou.

BNews

“Vai comprar na Venezuela”, diz Bolsonaro a cidadão que reclamou do arroz

 

O presidente Jair Bolsonaro respondeu de forma ríspida a 1 cidadão que pediu para que baixasse o preço do arroz neste domingo (25.out.2020). Irritado, ironizou que não podia tabelar os valores. “E aí você vai comprar na Venezuela”, disse.

Bolsonaro foi questionado enquanto estava na Feira Permanente do Cruzeiro, localizada próximo a região central de Brasília. O presidente tirou a manhã para andar de motocicleta com 1 grupo de motoqueiros e os ministros Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo) e Walter Braga Netto (Casa Civil).

O preço do arroz subiu 51,72% no acumulado do ano até outubro. No mesmo período, o IPCA15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15), considerado a prévia da inflação, registrou 2,31% de alta.

Apesar da irritação, Bolsonaro foi bem recebido pelos apoiadores na feira. Antes disso, comeu pamonha e tomou café ao lados dos ministros na Lanchonete & Pamonharia do Lico, localizada no Setor de Postos e Motéis de Brasília.

Sem máscara, provocou aglomeração e cumprimentou e tirou fotos com apoiadores.

Fonte: Poder360

Pandemia Pesquisa investiga transmissão de covid-19 entre homens e animais

 

A Universidade Federal do Paraná (UFPR) quer saber qual o risco de transmissão da covid-19 entre humanos e animais de estimação. Para obter a resposta, a instituição coordena uma pesquisa nacional que vai avaliar cerca de mil animais, cujos donos tiveram diagnóstico positivo para o novo coronavírus, confirmado por exame laboratorial.

Sob coordenação do professor Alexander Welker Biondo, os pesquisadores farão testes gratuitos, por swab (coleta de amostra viral de orofaringe e nasofaringe) e sorológico, em cães e gatos em cinco capitais brasileiras: Curitiba (PR), Belo Horizonte (MG), Campo Grande (MS), Recife (PE) e São Paulo (SP).

Serão dois momentos de avaliação, com amostras biológicas coletadas com intervalo médio de sete dias, entre animais cujo tutor esteja em isolamento domiciliar, com diagnóstico confirmado.

Voluntários

Para ter mais informações sobre participação na pesquisa, o interessado pode enviar um e-mail para covid19@ufpr.br. Além de cumprir cumprir todos os requisitos, deve informar seu número de celular, e-mail, nome do tutor e do animal e especificar se é cão ou gato. A equipe do projeto entrará em contato o mais rapidamente possível. Os selecionados serão orientados sobre procedimento para a coleta de amostras.

Eles também serão informados sobre os aspectos envolvidos no estudo e, caso concordem com o protocolo da pesquisa, devem assinar o termo de consentimento livre e esclarecido e responder a um questionário para determinar as características ambientais e outros fatores associados à infecção nos animais.

Resultados

Os resultados dos testes serão informados aos tutores ou familiares através de contato telefônico e pela emissão de laudo eletrônico, que será enviado por e-mail ou aplicativo de comunicação. Em caso positivo, os demais animais da residência também serão testados . Além disso, os familiares serão orientados a estabelecer o acompanhamento veterinário por 14 dias, intensificando medidas de higiene e proteção individual e coletiva.

Itália

O estudo brasileiro será o primeiro do gênero em um país tropical, já que algo semelhante só foi desenvolvido na Itália, segundo a UFPR. Segundo o professor Biondo, aquele país trabalhou com uma amostra de 817 animais. Nenhum foi positivo no PCR, mas 3.4% dos cães e 3.9% dos gatos apresentaram anticorpos contra o SARS-CoV-2. “Até o final de 2020, esperamos ter [no Brasil] em torno de mil amostras nas cinco capitais estaduais”, afirmou o pesquisador.

A definição do número amostral levará em conta o total de indivíduos positivos no trimestre anterior à coleta, considerando aproximadamente 10% do total de casos em humanos.

Minas

A pesquisa, financiada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e Ministério da Saúde tem, em Belo Horizonte, a colaboração da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), por meio do Laboratório de Epidemiologia de Doenças Infecciosas e Parasitárias do Departamento de Parasitologia.

Na avaliação do professor David Soeiro, coordenador do estudo em MG, considerando os recentes relatos sobre a detecção do novo coronavírus em animais de estimação e a grande proximidade entre eles e seus tutores, é importante elucidar aspectos da história natural da doença, como o possível ciclo zooantroponótico em estudo multicêntrico para a vigilância de Sars-CoV-2 em pets. As amostras obtidas no projeto serão preservadas de modo a também estabelecer um banco para estudos posteriores.

Primeiro caso

Neste mês foi diagnosticado, em uma gata, de Cuiabá (MT), o primeiro caso de covid-19 em animal no país . Diante do caso, o Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de Mato Grosso (CRMV-MT) emitiu nota na qual destaca que não há evidências científicas de que animais de companhia são fonte de infecção para humanos.

No documento, o CRMV-MT, lembrou que a Organização Mundial da Saúde Animal (OIE) e a Organização Mundial da Saúde (OMS) emitiram pareceres afirmando que não há evidências e estudos significativos comprovando que animais possam transmitir a covid-19.

Assim, segundo o Conselho, como não há evidência científica de que animais sejam vetores mecânicos ou possam carregar o vírus, ou que o vírus possa se replicar nos animais. “O que observa-se, desde o surgimento da pandemia, é que os poucos animais com a infecção podem ter sido infectados por humanos, por meio do contato direto, e não o inverso”, acrescenta a nota.

Fonte: Agência Brasil

Espanha adota estado de emergência e Itália decreta lockdown para conter 2ª onda do coronavírus

 

O primeiro-ministro da Itália, Giuseppe Conte, assinou um novo decreto com medidas mais restritivas para tentar conter o avanço da pandemia do coronavírus Sars-CoV-2, após o país registrar recordes de casos diários nos últimos dias. Já na Espanha, o primeiro-ministro Pedro Sánchez declarou novo estado de emergência por segunda onda.

Itália

Apesar da oposição de vários governos regionais e protestos nas ruas contra o toque de recolher adotado em alguns territórios, o premiê italiano decidiu impor um “semi-lockdown”, com o fechamento de cinemas, teatros, academias e piscinas.

O decreto, que entra em vigor a partir desta segunda-feira (26) e será válido até 24 de novembro, também determina que bares, restaurantes, confeitarias e sorveterias funcionem apenas até às 18 horas (horário local). Os estabelecimentos, no entanto, poderão abrir aos domingos e feriados, ao contrário do que dizia a versão anterior.

O consumo nos locais é permitido a um máximo de 4 pessoas por mesa, a menos que todos convivam juntos. Além disso, a partir das 18h é proibido consumir alimentos e bebidas em locais públicos abertos.

A versão definitiva do documento “recomenda veementemente” que os cidadãos não se desloquem por meios de transporte públicos ou privados, exceto por motivos de trabalho, estudo, saúde e situação de necessidade, para a realização de atividades ou utilização de serviços não suspensos.

A regra foi uma das mais debatidas porque o governo cogitou a hipótese de proibir viagens entre as regiões.

O premiê da Itália manteve a realização de competições públicas e privadas. No entanto, confirma a suspensão de “eventos esportivos e competições de todas as ordens e disciplinas, realizados em qualquer lugar, tanto públicos quanto privados”.

O documento ainda confirma a educação à distância no ensino médio. Todas as instituições de segundo grau terão que adotar formas flexíveis na organização das atividades docentes, aumentando o ensino online para uma cota igual a pelo menos 75%.

As ruas ou praças dos centros urbanos, onde podem ser criadas situações de aglomeração, serão encerradas ao público a partir das 21h. O texto também recomenda para os cidadãos não receberem visitas, exceto para necessidades de trabalho ou situações de urgência.

As festas em ambientes internos e externos, inclusive aquelas decorrentes de cerimônias civis e religiosas” também estão proibidas, assim como festivais, feiras e eventos semelhantes.

As atividades de fliperama, salas de apostas e salas de bingo e cassinos também estão suspensas.

Os museus permanecem abertos, mas com regras específicas, como o respeito ao limite de pessoas e medidas sanitárias.

Segundo fontes oficiais, o governo ainda está acelerando um auxílio de 1,5 bilhões a 2 bilhões de euros para ajudar as categorias mais afetadas pelas medidas.

“O fechamento de teatros e cinemas é uma dor. Mas hoje a prioridade absoluta é proteger a vida e a saúde de todos, com todas as medidas possíveis. Vamos trabalhar para garantir o fechamento mais curto possível”, disse o ministro dos Bens Culturais, Dario Franceschini, ressaltando que o governo irá apoiar empresas e trabalhadores culturais.

Nos últimos dias, pelo menos cinco regiões – Lazio, Lombardia, Campânia, Piemonte e Sicília – anunciaram um toque de recolher. Em Napóles, no entanto, foram registrados protestos violentos contra a medida.

Espanha

A Espanha declarou neste domingo (25) pela segunda vez estado de emergência por conta de uma segunda onda de infecções por Covid-19. A duração do estado de emergência será de seis meses, conforme anúncio do primeiro-ministro Pedro Sánchez.

As medidas estabelecidas pela Espanha incluem confinamento noturno em todo o país (exceto nas Ilhas Canárias), entre 23h e 6h, e também permite que as regiões apliquem outras restrições, como proibir reuniões com mais de 6 pessoas e fechamento do comércio.

A Espanha foi o primeiro país da União Europeia e o sexto do mundo a ultrapassar a marca de um milhão de casos de Covid-19, na última quarta-feira (21).

No sábado (24), o país contabilizou 231 novas mortes pelo vírus, maior número desde 29 de abril, quando foram registrados 224 óbitos, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde). No auge da primeira onda, em 30 de março, 888 pessoas morreram.

A segunda onda da pandemia na Espanha está sendo menos letal do que a primeira e atingindo mais jovens. A onda anterior teve pico entre o final de março e o início de abril, com cerca de 800 mortes ao dia. Mesmo com a redução de mortes, especialistas alertam que hospitais correm risco de colapso mais uma vez.


18 agosto 2020

‘Ninguém aguenta mais essa bosta de live’, diz Gusttavo Lima

 

O cantor Gusttavo Lima, considerado por muitos na internet como ‘rei das lives’, pelo sucesso de suas transmissões ao vivo, está de “saco cheio” do novo normal.

Em sua última apresentação no domingo (16), o sertanejo instigou o retorno dos shows da forma convencional.

“Live, live, live, live. Ninguém aguenta mais essa bosta de live. Eu tenho certeza que o povo tá com saudade de um show, de uma festa, de um negócio”, disse.

O show do artista aconteceu diretamente do Rio Negro, em Manaus, em um palco flutuante.

Apesar de não estar feliz com as lives, o cantor vem lucrando com o projeto. Segundo a colunista Keila Jimenez, do R7, o ‘Embaixador’ irá colocar no bolso R$ 5 milhões pela live de Barretos.

O cantor ainda não anunciou nenhum show no formato drive-in, que é como as apresentações estão sendo realizadas ao redor do Brasil.

*Bahia.Ba

Estudo identifica células de defesa contra coronavírus em pessoas sem anticorpos detectados

 

Células de defesa capazes de reconhecer o novo coronavírus (Sars-CoV-2) no sangue de pessoas que não tiveram anticorpos detectados para o vírus foram identificadas por cientistas. A descoberta foi feita por especialistas do Instituto Karolinska, na Suécia, e os resultados foram publicados na sexta-feira (14) na revista científica “Cell”.

Foram identificadas células “T”, que tem entre duas funções a destruição células infectadas com o vírus. Conforme reportagem publicada pelo G1, as células “T”, assim como os anticorpos, fazem parte da resposta imune do corpo à infecção pela Covid-19, mas atuam de maneira diferente.

Os cientistas as identificaram em amostras de sangue de pessoas que tinham tido casos leves ou assintomáticos da doença e, também, no de familiares de pessoas com Covid-19, que foram expostos ao vírus.

A matéria traz que as constatações dos cientistas de Karolinska reforçam estudos anteriores, que já apontavam que os anticorpos para o novo coronavírus tendem a desaparecer, ao tempo que uma resposta imune celular apresenta uma tendência a ser duradoura.

O entendimento dessa teoria é de que é possível que as pessoas tenham tido esses anticorpos em algum momento, mas, com o tempo, ele foi “sumindo”, deixando a resposta celular.

Fonte: BN

Médico que interrompeu gravidez de menina de 10 anos fala sobre protestos: ‘Nunca passei por isso’

 

O médico responsável pelo procedimento de interrupção da gravidez de uma menina de 10 anos estuprada pelo tio, Olímpio Barbosa, em entrevista à Rádio BandNews FM, disse que viveu um momento de tristeza ao ver pessoas na porta do CISAM, em Pernambuco, tentando impedir a realização do procedimento.

“Foi de tristeza, pessoas que defendem a vida chamando a criança de assassina, querendo fazer justiça dessa forma, logo em uma maternidade que acolhe mulheres em risco, fazendo barulho em um hospital com 104 mulheres internadas. Nunca passei por nada parecido”, disse o médico.

Segundo Olímpio Barbosa, são realizados por volta de 50 procedimentos ao ano no CISAM-UPE, em Pernambuco, relacionados ao estupro, e disse ser comum meninas de 11 a 12 anos procurarem assistência médica para uma gravidez vinda de uma violência sexual.

“Se nós não fizéssemos nada, o Estado brasileiro estaria conivente com a dor e a violência. O mais importante é que ela não queria, foi torturada, obrigar uma criança a ter uma gravidez forçada é um absurdo”, completou.

Fonte: Metro1

29 julho 2020

Bolsonaro veta projeto que dava auxílio em dobro a pais solteiros

O presidente Jair Bolsonaro vetou o projeto de lei que concedia o pagamento da cota dupla do auxílio emergencial – ou seja, R$ 1.200 – a pais solteiros independentemente do gênero e priorizava as mães em caso de ambos solicitarem o benefício.
A justificativa foi a ausência de cálculos de impacto orçamentário e financeiro para implementar a ampliação do benefício. Mesmo assim, numa espécie de “vacina” devido ao veto a um projeto que teve amplo apoio no Congresso, o governo ressaltou que a decisão final caberá aos parlamentares, que podem derrubar a decisão do presidente e restabelecer a medida.
Num momento em que Bolsonaro busca um caminho mais conciliador junto ao Congresso Nacional, o comunicado divulgado pela Secretaria-Geral da Presidência da República para justificar o veto ressalta que não se trata de “um ato de confronto”.
“Cabe destacar que o veto presidencial não representa um ato de confronto do Poder Executivo ao Poder Legislativo. Caso o presidente da República considere um projeto, no todo ou em parte, inconstitucional, deverá aplicar o veto jurídico para evitar uma possível acusação de crime de responsabilidade. Por outro lado, caso o presidente da República considere a proposta, ou parte dela, contrária ao interesse público, poderá aplicar o veto político. Entretanto, a decisão final sobre esses vetos cabe ao Parlamento”, diz a nota.
Hoje, apenas mães solteiras têm direito ao pagamento em dobro do benefício, criado para socorrer trabalhadores informais e desempregados durante a crise provocada pela pandemia do novo coronavírus.
Segundo a Secretaria-Geral, a razão do veto é a ausência de cálculos sobre o impacto no Orçamento. O governo já destinou R$ 254,4 bilhões para o pagamento do auxílio emergencial de R$ 600, num total de cinco parcelas. A sanção do projeto poderia elevar ainda mais o gasto.
“Em que pese a boa intenção da proposta, não há estimativa do impacto orçamentário e financeiro dessa proposição, o que impede juridicamente a sua aprovação”, diz o comunicado.
*CNN