03 julho 2013

Saiba como 'enganar' o cérebro para comer menos e manter a forma

Beber água, beliscar alguma coisa e até dormir são truques que muitas pessoas usam para "enganar" a fome. Mas, segundo o neurocirurgião Fernando Campos Gomes Pinto e a nutricionista Tânia Rodrigues, existem hábitos que realmente funcionam, como comer e beber em pratos e copos menores e vermelhos. O prato pequeno contribui para evitar exageros e, se a pessoa pensar em repetir, dá tempo de ela ter comido o primeiro prato e passar o tempo necessário (cerca de 15 minutos) para a mensagem de saciedade chegar até o cérebro. Além disso, é importante fazer refeições fracionadas, a cada 3 horas, e se manter hidratado, pois muitas vezes a pessoa acha que está com fome, mas na verdade tem sede – os sinais que o cérebro emite são parecidos nos dois casos. Os grandes vilões para a maioria das mulheres são os doces e para os homens, a cerveja. Um único copo da bebida tem as mesmas calorias de um pão francês: 130 kcal. Uma dica útil dos especialistas para o dia a dia é picar os alimentos, pois assim o prato fica cheio e o cérebro entende que comeu mais. Mastigar devagar e ingerir alimentos que facilitam a digestão são outras sugestões. Com o passar dos anos e a queda do ritmo do metabolismo, também é importante reduzir a quantidade de alimentos consumida diariamente. Isso porque, mesmo se a pessoa comer igual sempre, vai acabar engordando. Para manter 1 kg de peso, um bebê precisa de 100 kcal. Já uma mulher de 25 a 30 anos, para preservar o mesmo 1 kg, necessita de apenas 30 kcal. 
Temos um termômetro cerebral chamado hipotálamo. Ele fica em uma parte profunda do cérebro e avalia como está a pressão sanguínea e os níveis de glicose, sais minerais, sódio e potássio. O hipotálamo recebe informações de todo o corpo. Quando falta energia, o estômago produz um hormônio chamado grelina, também conhecido como "hormônio da fome", que acende o hipotálamo e faz o indivíduo sair em busca de comida. À medida que nos alimentamos, a grelina para de ser produzida e vem a saciedade. Essa sensação ocorre por ação da leptina, hormônio produzido no tecido adiposo que inibe a vontade de comer. Os dois elementos essenciais para alimentar o cérebro e ajudar no funcionamento adequado dos neurônios são a glicose e o oxigênio. Apesar disso, não adianta só ingerir alimentos à base de açúcar ou que se transformam logo em açúcar, como as massas. Prefira comidas ricas em fibras e proteínas, que demoram mais tempo para ser metabolizadas no organismo. (G1)

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