11 janeiro 2012

Visitantes elogiam as belezas e criticam abandono de Salvador


Salvador é a sexta cidade do Brasil mais procurada por turistas de outros países. Fica atrás do Rio de Janeiro, Foz do Iguaçu, Florianópolis, São Paulo e Búzios, segundo revela uma pesquisa realizada pelo Ministério do Turismo em outubro de 2011. Mesmo ocupando posição de destaque no ranking do turismo internacional, os atrativos da capital são prejudicados pela má conservação dos equipamentos turísticos e até mesmo com a falta de qualificação dos trabalhadores da área, a exemplo do domínio de um segundo idioma.

Apontados como os quatro principais cartões-postais de Salvador, a Igreja do Bonfim, o Farol da Barra, o Pelourinho e o Elevador Lacerda apresentam problemas dos mais variados, segundo avaliação de quem os visita.

Assédio - Assédio de vendedores ambulantes, assaltos, dificuldade de acesso, falta de infraestrutura, sujeira e sensação de abandono são os itens mais apontados pelos frequentadores e guias como pontos negativos  para o turismo na cidade. “O assédio dos vendedores é muito forte e incomoda. Me senti tão coagido que comprei uma correntinha”, diz Maurício Sabino, de São Paulo.

Vendedor ambulante há mais de 20 anos, Florisvaldo Costa diz que a abordagem dos turistas é a única forma de garantir a vendas dos seus produtos. “Chego na simpatia e ofereço dicas do que fazer na cidade. Eles  terminam levando alguma lembrança da Bahia”, diz o ambulante.

Transtornos -  Aproximadamente 900 mil pessoas utilizam por mês o Elevador Lacerda, e no verão este número ultrapassa 1,5 milhão de usuários. Mas conseguir fazer a viagem de 22 segundos entre as duas cidades não é para todo mundo. Com a capacidade de funcionamento reduzida, apenas três cabines estão em atividade, enormes filas se formam, gerando transtornos para turistas e também para os moradores da cidade.

“Fiquei  aguardando a minha vez de embarcar, mas como o roteiro tem hora marcada, tive de desistir e subir para o Pelourinho de ônibus. Queria  ter conhecido o tão famoso elevador”, queixa-se Marina Apendino, paranaense em  lua de mel na cidade.

Para tentar amenizar a situação, a  prefeitura oferece gratuitamente o serviço de   micro-ônibus entre os dois pontos da cidade.

Bonfim - Definida como a meca dos católicos brasileiros, a Igreja do Bonfim tem o acesso como entrave para a visitação.  Poucas são as  linhas de transporte público  até a sagrada colina. Também é alvo de reclamação dos visitantes  a limpeza pública precária das ruas.  

A Tarde