11 março 2017

Brasileirão Feminino começa com clubes grandes e sem estrelas

Brasileirão Feminino começa com clubes grandes e sem estrelas
O Campeonato Brasileiro Feminino de Futebol começa neste sábado muito maior do que era até o ano passado. Ao mesmo tempo, com promessa de nível técnico inferior. As principais jogadoras do País estão no exterior. Até a volante Formiga, que disputou a competição do ano passado pelo São Francisco, da Bahia, voltou à Europa após mais de uma década, acertando com o poderoso PSG, da França. Cristiane, Érika, Andressinha, Marta e Andressa Alves são algumas das jogadoras da seleção brasileira que também estão fora do País, deixando o torneio nacional, que ainda paga salários baixos, bastante desfalcado. O torneio, porém, cresceu na comparação com suas quatro primeiras edições. O Brasileirão Feminino pela primeira vez terá duas divisões – A1 e A2 -, com 16 times cada um. A duração também aumentou de forma significativa. Se antes a competição não durava mais do que quatro meses, agora chegará a seis meses. Ainda que a Copa do Brasil tenha sido cancelada, os clubes ganharam a garantia de que terão jogos a realizar durante boa parte do ano. Na temporada passada, metade dos times eram eliminados após apenas quatro jogos. Em 2017, cada equipe jogará ao menos 14 vezes. Para tentar aumentar a visibilidade do futebol feminino, a CBF garantiu seis vagas na Série A1 para os seis primeiros colocados da Série A do Brasileirão masculino. São os chamados “times de camisa”. A decisão veio num momento em que a Conmebol anunciava que passará a exigir que os clubes que disputarem a Libertadores também tenham equipes feminino. Palmeiras, Atlético-MG, Botafogo e Atlético-PR agradeceram e recusaram, enquanto Santos, Flamengo e Corinthians (sétimo no Brasileirão) já tinham direito a vagas na competição pelo ranking nacional. Ponte Preta, Coritiba e Grêmio toparam o desafio, mas terceirizaram o serviço. O Fla, por exemplo, fez parceria com a Marinha. O Corinthians, com o Audax, que terá dois times no mesmo grupo da Série A1 – um próprio, outro com a camisa do Corinthians. O Coritiba vai ceder sua camisa ao time de Foz do Iguaçu, já tradicional, enquanto o Grêmio será defendido por uma espécie de seleção do Rio Grande do Sul. Investir numa equipe de futebol feminino ainda não é um bom negócio, afinal. O campeão do torneio vai levar para casa R$ 120 mil, conforme anunciou a CBF. Como comparação, no ano passado o 16.º colocado do Campeonato Brasileiro masculino, último a escapar do rebaixamento, recebeu R$ 700 mil. O campeão Palmeiras ficou com uma premiação de R$ 17 milhões – 141 vezes mais. O torneio começa neste sábado, com Vitória x Flamengo, no Barradão, às 16h. No domingo, o Grêmio pega o Vitória-PE em Eldorado do Sul (RS). O Santos, único clube grande que mantém há um tempo um time próprio, joga na Vila Belmiro contra o Foz Cataratas (apresentado assim, não como Coritiba, no site da CBF) na segunda-feira, às 15h30, com transmissão no SporTV. Esse será o “horário do futebol feminino” na grade do canal. Pela segunda rodada, o jogo transmitido será do Corinthians/Audax, que mandará suas partidas na Arena Barueri. A Ponte Preta jogará sempre em Valinhos, cidade próxima, enquanto que o torcedor do Flamengo terá que ir ao campo do CEFAN, na Av. Brasil, para ver o time jogar.

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