09 dezembro 2012

Ex-protagonista de 'Malhação', Ludmila Dayer atua nos EUA


Ela já foi protagonista nos tempos áureos de “Malhação”, premiada como melhor atriz no cinema, ninfeta/periguete no horário nobre da Globo e uma vilã de arrepiar no SBT. Está bom para você? Para Ludmila Dayer não. Sonhando com a carreira internacional, a atriz teve a coragem de jogar tudo para o alto e se mudar para Los Angeles, nos Estados Unidos, onde batalha, desde 2006, por um lugar ao sol. “Foi a melhor decisão. Se eu fosse me apegar ao assédio ou a fama, nunca teria deixado o Brasil”, justifica a intérprete da inesquecível Joana de “Malhação” (atualmente no ar no canal Viva).

Por lá, Ludmila ganha a vida fazendo filmes e comerciais, mas conta que já teve que cortar um dobrado para se firmar na profissão. “Já tive que provar, numa conversa ou com a minha atitude, como a mulher brasileira é muito mais que beleza e bunda, como nós somos inteligentes e batalhadoras”, explica a atriz, que, aos 29 anos, começa, enfim, a colher os louros de tanto investimento: ela se prepara para rodar (com um papel de destaque) o longa-metragem “The Redeemer” ( “O Redentor”), em New Orleans, e comemora a nova fase: “É muito mais saboroso porque é difícil”.
'Não tenho planos de voltar para o Brasil'
Com casa, carro e diversos cursos na terra do Tio Sam, Ludmila tem como única companhia uma cadela da raça chihuahua. Solteira, ela diz que já consegue controlar a saudade do Brasil, para onde vem duas vezes ao ano, mas sem planos de voltar de vez. “O que mais sinto saudade é da minha mãe, que mora no Rio. Nos falamos dez vezes por dia. Se eu estou aqui vencendo, devo isso a ela, que sempre me deu coragem e acreditou em mim”.

Quanto aos planos de voltar a fazer novelas no Brasil, ela diz que ainda não pensa no assunto. “Fui muito feliz na Globo, e sou orgulhosa da minha carreira num geral. Na televisão ou no cinema onde comecei, eu me realizei. Olho para trás e vejo o que enfrentei e o que construí e tenho orgulho de mim. Nunca baixei a cabeça para dificuldade, e mantinha sempre a fé de que tudo era passageiro. Nunca tive família ou namorado rico que me bancasse. Tive que trabalhar duro para construir uma vida aqui”.

'Não sou mais aquela magrinha'
Em sua última aparição em terras tupiniquins, Ludmila atraiu a atenção ao ser apontada como pivô da briga entre o ator Thiago Rodrigues e sua esposa Cristiane Dias, num camarote do carnaval no Rio. Na época, ela chegou a negar, mas hoje prefere esquecer o episódio, se limitando apenas explicar como chegou ao corpão que exibiu (e surpreendeu) durante a marcante passagem.
“Acho engraçado como as pessoas se chocam quando veem que eu mudei. Elas ainda esperam ver aquela menina de 15 anos atrás. Estou mais forte. Cuido muito mais da minha alimentação. Não sou mais aquela magrinha que come tudo que vê pela frente.Tenho um corpo de uma mulher de quase 30”, explica ela, para em seguida justificar que se sente satisfeita com o novo físico.
“Eu gosto mais de mim agora, me sinto mais mulher e também mais segura. Me tornei muito introspectiva desde que vim pra cá. Se eu não posso estar com alguém, não me sinto mais sozinha como antes. Eu me curto”, admite.
Ludmila durante o carnaval desse ano
Ludmila durante o carnaval desse ano Foto: Rogério Domingues/Arquivo
'Nunca baixei a cabeça para a dificuldade'
Quando não está gravando, estudando ou ensaiando, Ludmila gosta de ir à praia praticar o que ela chama de sua terapia diária. “Sou apaixonada pelo surfe, é minha terapia. Corro na areia, ando de skate. Gosto de ver o pôr do sol e meditar. Não sou uma pessoa urbana. Gosto de estar no meio da natureza, isso me da energia”, conta.

O tempo que passou na cidade, ela conta que aprendeu a fazer coisas sozinhas e a se curtir. “Los Angeles é uma cidade muito grande e as pessoas são muito isoladas. Se você não acha esse conforto dentro de si, acaba pirando ou vai embora. Às vezes, estou com meus amigos, mas gosto de me recolher com meus pensamentos, minhas atividades. Me tornei muito introspectiva desde que vim pra cá”.

Além de atuar, a carioca está se aventurando em escrever roteiros e se diz feliz com a nova experiência. “Gracas a Deus, me mantenho trabalhando na minha carreira no que gosto, mas isso levou tempo! Sempre fui corajosa e determinada. Hoje eu olho pra traz e vejo o que enfrentei e o que construí, e tenho orgulho de mim. Não se constrói nada na vida sem esforço. O que me mais me orgulho na verdade é da pessoa que me tornei. Hoje vejo a vida com outros olhos, por isso agradeço a Deus por não ter sido nada fácil. As dificuldades me ajudaram a me tornar uma pessoa melhor".
Como a protagonista do filme "Vida de menina", que lhe rendeu o prêmio de melhor atriz no festival de Natal, em 2005 Foto: Divulgação
Na pele da vilã Sofia de 'Os ricos também choram', do SBT
Na pele da vilã Sofia de 'Os ricos também choram', do SBT Foto: Divulgação
Giovanni (José Wilker) e Danielle (Ludmila Dayer) na novela 'Senhora do Destino'
Giovanni (José Wilker) e Danielle (Ludmila Dayer) na novela 'Senhora do Destino' Foto: Divulgação

Fonte: Extra

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