29 dezembro 2011

Em MS, jovem sofre queimadura de 1º grau em sessão de bronzeamento


A Vigilância Sanitária mandou suspender os serviços de estética prestados por um salão de beleza no bairro Monte Castelo, em Campo Grande, após denúncia de uma jovem que teve parte do corpo queimado em uma sessão de bronzeamento natural. Uma equipe do órgão esteve no local na manhã de quarta-feira (28). A proprietária foi autuada e parte do estabelecimento foi lacrado. A jovem de 25 anos, que não quis ter o seu nome divulgado, ainda tem dificuldades para andar e para se vestir por causa das queimaduras na virilha, barriga e tórax. Em entrevista ao G1, ela relatou que chegou ao salão para a sessão de bronzeamento natural com a irmã, por volta das 11h30 (horário de MS) do dia 24 de dezembro. “Quando chegamos no salão tomamos um banho, depois uma funcionária do salão fez as marcas de biquíni no nosso corpo com as fitas colantes e pediu para que ficássemos deitada em umas macas no quintal dos fundos”, contou. Segundo relatos da jovem, a funcionária teria passado diversos produtos no corpo dela e da irmã enquanto estavam expostas ao sol. “Não pude ver muita coisa porque ela pediu que eu cobrisse o meu rosto com uma toalha. Teve uma hora que levantei a toalha e consegui ver ela passando um creme branco em mim. Perguntei o que era e ela respondeu que era um coquetel de vitaminas para a pele”, afirmou a jovem.


Após a sessão de bronzeamento, a jovem afirmou que foi para casa e apresentou sintomas como vômitos e tremores. Após algumas horas desmaiou e foi levada para a Unidade de Pronto Atendimento do bairro Coronel Antonino. O diagnóstico feito pelo médico de plantão indicou queimaduras de 1º grau, além de insolação e dermatite (inflamação da pele). Por conta das queimaduras, a jovem passou a noite de Natal internada. A irmã não apresentou qualquer sintoma ou queimadura. A jovem registou um boletim de ocorrência contra o salão de beleza na Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes contra as Relações de Consumo (Decon). A denúncia foi tipificada como lesão corporal. Ela foi encaminhada para o Instituto de Medicina e Odontologia Legal (Imol), onde deverá passar por exames periciais. A proprietária do salão, Jane Oliveira de Araújo Lopes, foi procurada pelo G1. A reportagem localizou a empresária, falou com ela pelo telefone, mas Jane não quis dar declarações sobre o caso.