O ex - líder do movimento grevista da Polícia Militar da Bahia, Marco Prisco, concedeu uma entrevista exclusiva a Rádio Recôncavo FM na tarde da última segunda - feira (26/03). Segundo Marco Prisco, houve uma espécie de “armação” da TV Globo para que o movimento grevista enfraquecesse e posteriormente a greve acabasse. De acordo com o ex – policial, em momento algum os membros grevistas propuseram a implantação do terror no Estado, muito pelo contrário, os policiais foram baleados por tropas do Exército (12 no total), mas em nenhum momento houve confronto, mesmo porque o objetivo era uma manifestação pacífica.
Questionado sobre a referida gravação, na qual ele aparece conversando com outro policial, Prisco afirmou; “ele falou que iria atravessar a carreta na BR, eu imediatamente repudiei a atitude do meu colega policial, tudo bem, foi ele quem falou, mas sem o meu consentimento. Após ele falar aquilo, eu pedir para que ele passasse o telefone para outro policial, dessa vez uma policial feminina, nós não propusemos este tipo de atitude em momento algum. Agora é claro que a conversa toda não foi vinculada na TV Globo, eles manipularam aquela conversa para diminuir a força do nosso movimento que foi pacífico e ordeiro”, destacou.
Ainda na entrevista, Prisco afirmou que existem quatro poderes instituídos no Brasil; “existem os três poderes normais os quais nos representam, Executivo, Legislativo e Judiciário, mas também existe o poder da mídia. A mídia exerce uma influência grande na nossa sociedade, e esta espécie de mídia “marrom” como foi o caso da Globo, “a mídia comprada” não acrescenta em nada ao nosso país”, pontuou.
Por fim, ele destacou que a prisão dele assim como a de outros colegas policiais a exemplo de Marcos Vinicius e Ataíde, foi arbitrária. Conforme ressaltou o ex - policial, o Estado foi arbitrário ao cercar a AL-BA – (Assembleia Legislativa da Bahia) como também todo o CAB – (Centro Administrativo da Bahia). “o direito de ir e vir do cidadão foi lesado naquele momento”.
Sobre a possibilidade de expulsão da corporação dos dois PMs (Ataíde e Marcos Vinicius) ele afirmou; “pela lei eles não podem ser expulsos, até porque eles não cometerem nenhum crime. Além de que eles são dois excelentes policiais, afirmo categoricamente que são os dois melhores policiais do 14º Batalhão. Agora o Estado da maneira em que age arbitrariamente pode expulsá-los, assim como eu fui expulso”, finalizou.
Da redação